05 junho, 2014

Resenha - A Culpa é das Estrelas - John Green

Título: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas:  288

Este livro é narrado por Hazel Grace uma garota de 16 anos, paciente em tratamento de câncer no pulmão em estado terminal, até o momento seu câncer está sendo controlado por uma nova droga experimental, que consegue com que ela sobreviva por mais tempo. Hazel descobriu que tinha câncer com 13 anos e desde lá sofreu diversas limitações, não vai mais a escola, não tem amigos, e a cada dia que passa tem consciência de quanto sua família adoece junto com ela, com tantos esforços e sacrifícios que fazem por ela.
Odeia essa sensação, mas não consegue fazer nada para impedir, está cansada dessa vida, triste, desmotivada, sem ter vontade sair e ter que carregar o seu carinho de oxigênio pra onde for, Hazel prefere ficar em casa, assistir televisão e ler livros, em especial um livro que se tornou seu amigo/favorito “Uma aflição Imperial”. Ela vive para descobrir como termina a história, pois o autor não finalizou este livro e resolveu parar de escreve-lo no meio de uma frase (impossível de imaginar).

“- Mas eu acredito em amor verdadeiro, sabe? Não acho que todo mundo possa continuar tendo dois olhos nem que possa evitar ficar doente, e tal, mas todo mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo menos até o fim da vida da pessoa.”

Com tantas tentativas de sua mãe para que Hazel saia de casa e faça amigos, ela resolve um belo dia ir novamente para o grupo de apoio a crianças com câncer, lá Hazel conhece Gus um adolescente portador de câncer ósseo que precisou amputar uma das pernas.

Os dois compartilham dos mesmos medos e inseguranças de serem adolescentes e estarem com câncer, porém Hazel demonstra mais isso, por estar bem pior do que Gus, que não tem uma recaída já a 2 anos.
Os dois começam a descobrir que tem muito em comum, vão se aproximando, mesmo lutando um pouco contra isso. E em uma das coisas em comum: desvendar o final de “Uma Aflição Imperial”, passa a ser também a vontade de Gus.

“Se ela estivesse melhor ou o senhor, mais doente, então as estrelas não estariam tão terrivelmente cruzadas, mas é da natureza das estrelas se cruzar, e nunca Shakespeare esteve tão equivocado como quando fez Cássio declarar: “A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas/ Mas de nós mesmos.”

Uma história linda, cativante e comovente.

Um história que consegue trazer para o leitor como é um drama de ser um adolescente (que já acha que sua vida não é fácil) e ainda ter câncer e abrir mão de diversas coisas por conta disso.

Tentar achar a alegria em coisas que para alguns parecem bizarras, se apegar ao final de um livro que não tem, são dilemas que nos mostra quão real pode ser um drama desses.

E o melhor de tudo embora eles saibam que não vão se curar, que podem viver mais um dia ou mais cem, tentam sempre se ajudarem da melhor forma, eles se entendem, algumas vezes as pessoas de fora (mesmo parentes), podem não saber como lidar com eles, mas alguém que tenha a mesma doença consegue.

“- Eu estou – ele disse, me encarando, e pude ver os cantos dos seus olhos se enrugando. – Estou apaixonado por você e não quero me negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenar um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você.”

Os personagens são marcantes, cada qual com sua personalidade. Um dos personagens que mais gostei foi Isaac, que também é do grupo de apoio de crianças com câncer, ele é um personagem com uma história triste, mas que consegue deixar algumas cenas bem irônicas e isso foi bem legal.

Uma lição clara de isolamento, solidão e preconceito sofrido pelas pessoas que sofrem e acompanham esta doença. Vitórias, derrotas, superação e coragem também estão presentes nessa maravilhosa trama. Nos mostra que a alegria e a tragédia estão presentes onde menos se espera.

O livro tem uma linguagem leve, possível de ser acompanhada facilmente.

Este livro me fez sentir diversas emoções, fiquei triste, ri e sim chorei também, não chorei horrores igual algumas pessoas dizem terem feito. Acho que tudo dependo do momento que você ler o livro.

Mas já digo te digo, se prepare para ter diversas emoções que serão causadas por esse livro.

“Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.”
Beijos

Dri

2 comentários:

  1. Adoro esse livro,já o li varias vezes,assisti no cinema e agora já estou me preparando para comprar o DVD.
    Esse livro é muito lindo,como quase todos do John Green.

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  2. Amei esse livro, estou pensando em ler novamente

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